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quarta-feira, julho 25, 2007

Laurissilva - Dragoeiro (Flora)

Nome vulgar: Dragoeiro.

Nome científico: Dracaena draco (L.) L.

Família: Dracaenaceae

Distribuição e Habitat: Espécie endémica da Macaronésia. Dragoeiros com algumas centenas de anos, e no seu estado natural, podem ser observados no Núcleo de Dragoeiros das Neves, em São Gonçalo e na Ribeira Brava.

Descrição: Planta que se desenvolve muito devagar, demora cerca de 10 anos a atingir 2 a 3 m. Pode atingir os 15 m de altura, com caule castanho-acinzentado e ramos separados que originam uma coroa multi-dividida. As folhas são compridas e os frutos são bagas que se tornam alaranjadas quando maduras.

Estatuto de Conservação e Ameaças: Segundo a The IUCN Red List of Threatened Species, o dragoeiro é uma espécie vulnerável, ou seja, embora não se encontre em perigo iminente, enfrenta sérios riscos de extinção, no seu habitat natural.

Observações: A seiva avermelhada do dragoeiro, denominada sangue de drago, foi em tempos utilizada em tinturaria e na medicina caseira para o alívio de dores. Época de floração de Agosto a Outubro.

domingo, julho 08, 2007

Laurissilva - Loureiro (Flora)

Nome vulgar: Loureiro.
Nome científico: Laurus azorica (Seub.) Franco
Família: Lauraceae

Distribuição e Habitat: Árvore dominante da Laurissilva, com grande versatibilidade de habitats, ocorrendo desde os 200 m até acima dos 1200 m. Muito comuns em toda a ilha, podem ser observados na Ribeira da Janela, na Calheta e em São Vicente.

Descrição: Pode atingir 20 m de altura, possui copa densa, folhas verde escuras, com brilho e de forma variável, os frutos são bagas verdes que se tornam pretas quando maduras e as suas flores são amarelas. Por vezes, nos troncos dos loureiros adultos, desenvolve-se um fungo exclusivo de forma característica, conhecido por madre-de-louro.

Estatuto de Conservação e Ameaças: Espécie muito abundante, ao abrigo dos estatutos atribuídos à floresta Laurissilva.

Observações: O seu fruto serve de alimento ao endémico Pombo Trocaz que habita a Laurissilva. As populações locais do norte da Madeira utilizam-no no fabrico do azeite de louro que dizem possuir propriedades farmacêuticas. Época de Fevereiro a Abril.

terça-feira, julho 03, 2007

Laurissilva - Massaroco (Flora)

Nome vulgar: Massaroco.
Nome científico: Echium candicans L. fil.
Família: Boraginaceae

Distribuição e Habitat: Espécie endémica da Madeira. Encontra-se nas escarpas rochosas da zona montanhosa central da Madeira e na Laurissilva em altitudes que variam entre os 800 e os 1700 m. Exemplares desta espécie podem ser observados, por exemplo, no Ribeiro Frio e em Santana.

Descrição: Arbusto que pode atingir 2 m de altura, ramificado, com folhas verde acinzentado e inflorescências densas e alongadas com tamanhos que podem ir dos 15 aos 35 cm, com flores azul escuro.

Estatuto de Conservação e Ameaças: Espécie não ameaçada, ao abrigo dos estatutos atribuídos à floresta Laurissilva.

Observações: Época de floração de Abril a Agosto.

sexta-feira, junho 29, 2007

Floresta Laurissilva

Irei dedicar alguns post à floresta Laurissilva da Madeira. Assim, em cada post irei falar sobre as características da fauna e flora que compõem esta grande mancha verde de floresta.

Neste post, fica aqui a história da sua origem e do seu nome.

A palavra laurissilva deriva do latim Laurus (loureiro, lauráceas) e Silva (floresta, bosque). Em 1999 esta floresta foi considerada pela UNESCO como Património da Humanidade.



A floresta Laurissilva teve origem no período Miocénico e Pliocénico da Época Terciária, há 20 milhões de anos. Nessa altura a floresta ocupava toda a antiga área da agora bacia do Mediterrâneo, Sul da Europa e Norte de África.

Em resultado do desaparecimento do antigo mar de Thetys e consequente formação do mar Mediterrâneo, ocorreram alterações significativas do clima por toda a Europa e Norte de África. As glaciações que ocorreram no começo do Quaternário, levaram à regressão da floresta e à sua quase extinção na Europa continental (onde ainda sobrevivem algumas espécies relíquias desta vegetação como o azereiro (Prunus lusitanica) e o loureiro (Laurus nobilis) vivendo em comunidades naturais de carvalhos e até mesmo algumas pequeníssimas manchas florestais em locais de refúgio).

Em consequência desta regressão, essencialmente devido às alterações climáticas determinadas pela formação do Mediterrâneo, esta floresta acabou por ter como último refúgio as regiões insulares, onde, devido à menor flutuação climática proporcionada pelo efeito amenizador do Oceano Atlântico, conseguiu sobreviver e até mesmo prosperar.
Actualmente a Laurissilva sobrevive em alguns dos arquipélagos que integram a Macaronésia, nomeadamente nos arquipélagos portugueses dos Açores e da Madeira e no arquipélago espanhol das Canárias.

segunda-feira, junho 25, 2007

Recicar!?! Porquê?

Face à escassez de recursos naturais e à quantidade de lixo existente nas nossas cidades e não só, a reciclagem apresenta-se como uma das acções mais inteligentes e eficazes para ajudar a concretizar um futuro mais limpo e sustentável.
Aqui ficam aguns dados sobre o período de degradação "normal" de diversos tipos de materiais onde não se processa a reciclagem.

Na minha opinião, Reciclar é importante, mas REDUZIR tem a sua prioridade. Ao reduziermos, haverá menos material para reciclar e haverá, por conseguinte, um menor uso dos recursos na Natureza.

...e não esqueçamos: não somos mais que "produtos recicláveis"! Então, que se mantenha a qualidade!

Aqui ficam alguns endereços de jogos sobre a reciclagem! ...e tu? Já reciclaste hoje?

http://web.educom.pt/escolovar/ambiente_jogos.htm

http://eb1.malha.eu/index.php?option=com_content&task=view&id=72&Itemid=37

sexta-feira, maio 04, 2007

Floresta Laurissilva da Madeira


Motivações e Características Determinantes A Floresta Laurissilva, cuja origem remonta ao Terciário e que se estendeu em tempos por vastas regiões do Continente Europeu, diminuiu drasticamente a sua área de ocorrência durante as últimas glaciações. Actualmente encontra-se limitada a alguns arquipélagos do Atlântico Norte, onde a acção moderadora do oceano permitiu a sua sobrevivência. Na Ilha da Madeira, ocupada pelo Homem desde há cinco séculos, foi possivel preservar uma zona considerável de floresta laurissilva, sobretudo em áreas de dificil acesso. Esta zona é actualmente considerada a maior mancha contínua do Mundo deste tipo de floresta, tanto pela sua representação em termos de diversidade de espécies como do respectivo estado de conservação. Trata-se de uma floresta higrófila, bem desenvolvida, onde estão presentes todos os estratos característicos deste tipo de formação. A nivel da fauna, esta floresta constitui o habitat por excelência de Columba trocaz (pombo trocaz), sendo sobretudo rica no campo da entomofauna e dos moluscos, onde existem inúmeras espécies endémicas e ameaçadas, algumas delas ainda insuficientemente estudadas. Quanto à flora, de destacar a presença de várias espécies raras e mesmo ameaçadas de extinção como Pittosporum coriaceum, Juniperus cedrus e Taxus baccata. É no entanto ao nivel do estrato herbáceo inferior que se encontra a maior parte dos endemismos da Reserva, nomeadamente Goodyera macrophylla e Deschampsia argentea.




Vulnerabilidade
- O número crescente de turistas que procuram os espaços naturais poderá constituir um problema, não só se os níveis de capacidade de carga forem ultrapassados mas também pelo tráfico ilegal de plantas a que algumas vezes está associado.
- A caça furtiva constitui outro tipo de preocupação.
- A prática de pastoreio (cabras e ovelhas) em regime livre, embora tenha vindo a sofrer uma redução, é, contudo, o maior problema, impedindo a regeneração natural da vegetação, provocando a erosão acelerada do solo e sendo ainda a motivação directa dos fogos em zonas de floresta secundária.
- Por outro lado, a abertura de estradas em zonas sensíveis constitui, por vezes, um factor de desiquilíbrio deste ecossistema.
- A benignidade do clima da madeira permite a aclimatação de numerosas espécies introduzidas, casual ou intencionalmente, algumas das quais estão já a exigir dispendiosas medidas directas de erradicação (ex: Hedychium gardneranum).

segunda-feira, março 26, 2007

Madeira vai ficar mais pequena

Foi notícia no Diário de Notícias da Madeira no dia de hoje. Com uma foto-montagem de se tirar o chapéu, o Diária retrata o futuro climático da Madeira de uma forma simples e concreta.
Para além dos problemas evidenciados pelo matutino, é de realçar as medidas propostas pelo mesmo de modo a evitarmos ou diminuirmos a problemática e consequências do aquecimento global.


"Menos água para beber, mais calor e o nível do mar a subir. As alterações climáticas já não fazem parte da ficção científica. São uma realidade
Um estudo da revista Science aponta para uma subida de seis metros do nível da água do mar até ao final do século.

A boa notícia é que os dias de Verão vão aumentar. A má, é que haverá menos água para refrescar o calor, mas muito mais no mar. As alterações climáticas já não fazem parte da ficção científica, nem de um futuro distante reservado aos nossos bisnetos. Elas são uma realidade hoje, que se reflecte agora, e os efeitos irão atenuar-se ao longo deste século. As temperaturas médias aumentaram gradualmente no final do século passado, e as previsões apontam para que continuem a subir entre dois e três graus centígrados nas próximas décadas, enquanto a precipitação deverá decrescer na ordem dos 20 a 30%. Menos chuva e mais calor. O que não significa menos água no mar. Um estudo da revista norte-americana Science, publicado em Março do ano passado, faz uma previsão catastrófica, tendo em conta o aquecimento global do planeta: o nível da água do mar deverá subir seis metros até ao ano 2100. "O aumento do degelo polar está a fazer com que o nível do mar suba, e se a situação se mantiver vai criar muitos problemas", alerta Hélder Spínola, presidente da associação ambientalista Quercus. Problemas que, no melhor cenário, vão obrigar a investimentos de milhões de euros em obras de manutenção e protecção das orlas costeiras, e no pior, vão redesenhar o mapa mundial. Na Região, marinas, portos, unidades hoteleiras e outras construções à beira-mar vão sofrer as consequências dessa subida do mar, e podem até ficar submersas se as piores previsões se concretizarem. "Por isso, é preciso muito planeamento na ocupação do território", avisa o presidente da Quercus."

domingo, dezembro 03, 2006

a Madeira e as suas levadas


As levadas da Madeira têm algum tempo de existência, foram criadas em épocas onde os recursos a máquinas era quase impossível devido à sua própria inexistência.
Os habitantes da Madeira criaram um sistema único de canais de irrigação feitos através da mão humana combinada com o esforço e a ingenuidade aos quais designaram de - levadas.
Suspensos em cestos ou em cordas atadas à sua cintura, foram recortando as faces da ilha com o auxílio de picaretas e enxadas de modo a construírem canais capazes de transportarem o recurso mais precioso do nosso planeta até aos locais onde a sua existência era necessária ou mesmo inexistente.
Sem grandes apoios da tecnologia, talvez por instinto, tinham de calcular o gradiente do declive que as levadas teriam de ter ou então a água não iria para onde era suposta ir.
Muitas pessoas que ofereceram o seu esforço e coragem na construção de uma das mais importantes infraestruturas existentes nesta ilha, acabaram por morrer devido a acidentes de trabalho como era o caso muito frequente das quedas por quebra dos cabos ou cordas de suspensão.

O principal objectivo da construção das levadas era, sem dúvida alguma, para o abastecimento de água à ilha mas, com o decorrer dos anos, estes cursos de água passaram a ter uma outra função, os designados passeios a pé ao longo das levadas. Estes passeios a pé proporcionam ao visitante espectaculares paisagens que, por se encontrarem em locais de difícil acesso, tornam-se únicas.
Tenho dito...

segunda-feira, junho 05, 2006

Dia Mundial do Ambiente


Hoje, dia 5 de Junho, comemora-se o Dia Mundial do Ambiente.
No decorrer dos últimos tempos, muito se tem feito em prol de um ambiente mais "natural" e tem-se apostado tanto na conservação como na protecção da Natureza.
Por vezes (para não falar em muitas das vezes), esta é uma batalha com muita "in"glória porque não é fácil transmitir a ideia de que cada gesto, por mais pequeno que seja, é um contributo para um melhor ambiente (ou para um ambiente mais poluído, tendo em conta o tipo de gesto aplicado).
Um conselho que queria aqui deixar e que ajuda até no bolso de cada um de nós (ao menos, aqueles que pagam para viver), coloquem uma garrafa de 1,5L (cheia e tapada, claro) no interior dos autoclismos. Assim, em cada descarga, estão a poupar 1,5L de água e, decerteza, estarão também a poupar a nível financeiro.
Se ainda assim parecer difícil, imaginem que o autoclismo é descarregado, em média 7 vezes por dia, multipliquem esse valor por 365 dias e verão quanto poderão poupar anualmente (cerca de 3830L).
O ambiente agradece.